Uma recente revisão intitulada implantodontia baseada em evidências foi publica no IJOMI (2007; 22:7-10) por Vincent J Iacono, DMD e David L Cochran, PhD. Nela, salientam-se as deficiências de grande parte dos estudos hoje disponíveis nesta área e a conseqüente dificuldade em se praticar a implantodontia com base em evidências científicas. Para os autores, tais deficiências incluem:
- Ausência de estudos clínicos prospectivos randomizados
- Ausência de um critério universalmente aceito e já publicado de sucesso e sobrevida de implantes
- Desenhos de estudos que possam responder com clareza a perguntas objetivas, previamente formuladas.
A maior das limitações para as tão importantes revisões sistemáticas, parece ser a ausência de um acordo entre como e quais variáveis escolher como alvo, o que muitas vezes termina por inviabilizar a comparação entre resultados de pesquisas de centros distintos.
Como podemos ver, a implantodontia caminha lentamente para uma especialidade baseada em evidências, ainda preferindo apoiar-se em modismos e avanços tecnológicos sugeridos pela indústria, do que gerar conhecimento realmente relevante sob o ponto de vista científico.